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Prof.doutor Paulo Barone, do MEC, ministra palestra na Uningá

23 de março de 2017

A UNINGÁ recebeu, nesta segunda (20), o professor-doutor Paulo Monteiro Vieira Barone, secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), no Anfiteatro Prof. Darcy Ribeiro.

Doutor em Física pela Universidade Campinas, Barone iniciou a palestra para os estudantes do primeiro ano dos cursos de graduação afirmando que eles estão começando a melhor fase de suas vidas, no âmbito das descobertas, das relações sociais e também profissionais.

“Sou professor universitário e vocês estão se preparando para se dedicar ao que não existe, porque vocês não podem prever o que vai acontecer daqui para a frente”, enfatizou o secretário, ao desafiar os acadêmicos a se apropriar de conhecimentos para inovar e construir suas próprias histórias.

Barone se reuniu com os alunos para falar sobre as perspectivas da educação brasileira. Entre outras abordagens sobre o tema, o secretário incentivou os estudantes a dar o máximo de valor à fase acadêmica e comentou que 90% dos cientistas reconhecidos mundialmente por suas descobertas, continuam vivos. Esse índice ajuda a mensurar o quanto ainda pode ser feito em termos de inovação tecnológica em todas as áreas.


Desafios do Ensino Superior brasileiro


Barone é também conselheiro da Câmara e Educação Superior do Conselho Nacional de Educação desde 2004 e presidiu a entidade entre os anos de 2008 e 2010.

Segundo ele, o principal desafio da educação brasileira “é dotar o País de condições para enfrentar as próprias dificuldades de desenvolvimento, as transformações de uma economia de baixa capacidade tecnológica, para que o Brasil tenha uma inserção no mundo globalizado de forma plena e soberana”.

Experiente em gestão e avaliação educacionais entre outros temas pertinentes à Educação Superior, Barone comentou que as instituições de ensino superior precisam adotar medidas que compensem deficiências que o aluno teve ao longo do ensino fundamental e médio em relação a disciplinas como Língua Portuguesa e Matemática.

“Nessa fase, a capacidade cognitiva e de abstração permite que aprendam muito mais rápido. Uma medida pedagógica simples e muito eficaz é muita prática de redação e muita leitura, ainda que seja em pequenas doses. As oficinas de redação também podem ser adotadas. Ao fazer as coisas mais simples, adquire-se mais segurança para fazer as mais complicadas”, disse.


A avaliação das IES


Para o secretário, avaliar a qualidade brasileira do ensino superior é outro desafio. “É um desafio tanto avaliar quanto fazer da avaliação um instrumento para a melhoria geral da qualidade”, reconhece.


Barone disse que o sistema de avaliação praticado nos últimos 20 anos têm sido positivo para induzir à melhora das condições consideradas “mais precárias”, mas não tem sido bem sucedidas para produzir uma melhoria no quadro geral da qualidade da educação brasileira.


Ainda segundo o secretário, está em andamento uma pesquisa junto ao empresariado da indústria brasileira, para identificar a percepção deles em relação aos profissionais. É mais um instrumento de avaliação da qualidade do ensino para o MEC. “Combinando as avaliações com a percepção que eu tenho, o que mais me preocupa são os projetos pedagógicos arcaicos que os nossos cursos adotam e que nosso processo de avaliação e regulação induzem a manter. É preciso sair dessa armadilha”, finaliza.


Bem avaliada no MEC


O secretário, que já esteve em outras oportunidades na  Uningá,  reconheceu os investimentos feitos na Uningá para elevar, cada vez mais, a qualidade de ensino. “Apreceiei muito a evolução acadêmica da instituição evidenciada pelos indicadores de avaliação. Os números falam por si”, disse. 

A UNINGÁ possui 17 anos de história dedicados à educação superior, conta com 26 cursos de graduação em diversas áreas do conhecimento e aproximadamente 90 títulos de pós-graduação. Em fevereiro deste ano, a instituição foi credenciada pelo MEC a implantar o EaD (Ensino a Distância), que já encontra-se em fase de implantação, com previsão de funcionar a partir de julho deste ano.

Na avaliação anual do MEC, divulgada no dia 8 de março deste ano, a UNINGÁ obteve nota 4, a melhor  entre os centros universitários do Paraná no Índice Geral de Cursos (IGC). Com o IGC-Faixa 4.0 e IGC-Contínuo 3,3013, tem a 2ª melhor colocação da região Sul e a 4ª melhor do País. 

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