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Diversidade de culturas e tempo bom atraíram centenas de visitantes para o Dia de Campo da Uningá

02 de maio de 2017

Céu limpo e clima agradável contribuíram para o sucesso do 1º Dia de Campo realizado neste sábado (29/4) , no novo Núcleo Experimental do Curso de Agronomia da Uningá, anexo ao campus do Centro Universitário, na saída para Astorga. O evento organizado pela AgroUningá, empresa júnior, foi aberto às 8h30 com moda de viola e um café de boas vindas aos visitantes.

 

O professor Edner Betioli lembrou que o evento técnico é a forma mais eficiente de transferência de tecnologia aos produtores e fazer com que o resultado das pesquisas chegue até as propriedades. Betioli destacou também que o principal objetivo do Dia de Campo é mostrar alternativas em tecnologia e diversidade, que promovam maior produtividade e rentabilidade ao produtor.

 

O acadêmico do 4º ano de Agronomia, Marcos Magalhães, presidente da AgroUningá, discursou em nome dos demais colegas e enalteceu o empenho de todos para o sucesso do Dia de Campo. O estudante também reforçou o papel do encontro para a difusão de técnicas e tecnologia que podem ser implementadas no campo.

 

O laboratório de 14 hectares da Agronomia surpreendeu os visitantes pela diversidade de culturas, organização e manutenção das estações. Mais de 20 tipos de cultura estão em fase de desenvolvimento no Núcleo. Entre elas, coco anão, que começa a dar frutos com dois a três anos após o plantio, e a partir daí, produz cerca de 14 cachos por ano, com uma média de 12 frutos por cacho.

 

O Núcleo mantém ainda, variedades de café e cana-de-açúcar, flores, trigo, abacaxi, amora, mandioca mantidas sob um sistema moderno de irrigação. “Encontramos aqui um núcleo bastante forte e diversificado. Em no máximo dois anos, tudo isso vai ficar muito bom”, destacou o engenheiro Agrônomo, Rodrigo Fragas, da Integrada Cooperativa.

 

O resgate de lavouras como o algodão, que já projetou o Paraná como líder nacional em produção, chamou a atenção de diferentes gerações. É o caso do aposentado Mauro Fernandes, de 73 anos, se surpreendeu ao se deparar com as flores de algodão e viajou no tempo. “Vivi na roça até os 18 anos. E com exceção da palmeira e da irrigação, tudo aqui fez parte da minha infância”, relata, ao se referir, também, às estações de café, trigo, cana-de-açúcar, entre outras culturas típicas da região Noroeste.

 

O estudante do 5º ano de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) também elogiou o que encontrou no Núcleo Experimental da Agronomia. “Encontrei aqui uma variedade que não vemos na região. Achei tudo muito organizado”, avalia o acadêmico. Já o agricultor de Pitangueiras, Erik de Mello, produtor de soja e milho, teve a oportunidade ver de perto culturas comuns na época dos seus pais e avós. “Aqui no Paraná, eu ainda não tinha visto algodão”, comentou.

 

O coordenador do curso, professor Sérgio Sirotti, agradeceu a presença de todos, em especial, à parceria da Cocamar, Camagril, Zacharias e a Casa da Irrigação. Cerca de 500 visitantes, entre alunos, produtores rurais, técnicos e profissionais ligados ao campo prestigiaram o evento. O Curso de Agronomia é reconhecido com nota 4 pelo Ministério da Educação (MEC).

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