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Uningá realiza colação de grau da VI Turma de Medicina ″Mauro Veiga″

30 de junho de 2017

A Uningá (Centro Universitário Ingá) é uma das instituições de ensino superior de Maringá que ajuda a projetar o município, em nível nacional, como polo de ensino que forma, por ano, cerca de 290 médicos. Após seis anos de estudo e dedicação chegou o momento tão esperado para os estudantes da VI Turma do Curso de Medicina da Uningá (Centro Universitário Ingá.

Às 19h, pais, amigos, familiares, professores e homenageados prestigiam a cerimônia de colação de grau, no Anfietatro Darcy Ribeiro, no campus da instituição, na avenida Morangueira. Os 74 alunos que colocam grau hoje ingressaram no curso em 2011.

Os seis anos de graduação de Medicina, incluem dois anos de internato médico realizado em hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde, sob a supervisão dos professores do curso. O curso tem na coordenação o professor-doutor Aissar Eduardo Nassif.


Lutas e glórias

O Curso de Medicina da Uningá foi criado em 2007 e reconhecido em 2013 pelo Ministério da Educação (MEC) e já formou aproximadamente 600 médicos. “Esta noite temos a honra de formar a sexta turma de Medicina. Uma importante conquista para os alunos, mas também para a instituição. O curso está consolidado e formando profissionais com qualidade e ética para atender a população. Desejamos uma carreira de muito sucesso a todos os nossos alunos”, destaca o reitor da instituição, Ricardo Bendito de Oliveira.

Para os alunos, é o fim de uma longa jornada e o início de um grande desafio. Para aluna Jéssica Brito de Araújo é a realização de um sonho. “Aprendi muito e pude vivenciar a realidade da profissão. Me sinto preparada para o mercado e isso é o mais importante”, diz.

Ingressar em um curso de Medicina exige dedicação em tempo integral e alto investimento financeiro. Para Gabriel Nunes Lopes da Silva, que é filho de relojoeiro, se formar médico com os próprios recursos seria inviável.

Gabriel se forma aos 24 anos e, a exemplo dos colegas de turma, sua formação o torna apto para atuar como clínico geral.

Ele conta que na família, clima é de festa, orgulho e muita emoção. “Desde o dia em que eu entreguei o convite em casa, minha mãe está chorando”, brinca o novo médico. Mas o status e o glamour que envolvem o título acadêmico não tiram dele a consciência do que vem pela frente.

Embora me sinta preparado porque tive excelentes professores, estou consciente da responsabilidade que é lidar com vidas. Desde pequeno gosto de ajudar o próximo e a Medicina vai me permitir cuidar das pessoas”, diz. “Foram seis anos se matando de estudar, mas valeu a pena”, comemora. Gabriel pretende se especializar e se tornar cirurgião do aparelho digestivo. Até lá, são mais cinco anos de estudo.

Homenagem

A turma leva o nome do biomédico “Mauro Veiga”, que foi professor de Anatomia e Neuroanatomia nos dois primeiros anos do curso. Veiga se diz muito honrado porque tem um carinho especial pela turma e também surpreso por ter sido lembrado quatro anos depois.

O professor atribui a homenagem à amizade, o carinho e a confiança durante os dois anos de sala de aula. “Eles estavam começando uma empreitada dura e teriam que abdicar de muitas coisas, porque a Medicina exige muito estudo e fiz com que percebessem a grandeza do momento que estavam vivendo”, conta. “Fiz com que aprendessem querendo saber o porquê das coisas, enfatizei, sempre, a responsabilidade e a obrigação de desempenhar a profissão com dignidade. Estou muito honrado com a homenagem”, comenta.

Entre outros títulos acadêmicos, Veiga é doutor em Neuroanatomia pela Universidade de São Paulo (USP). A homenagem é um presente e um bonito gesto de gratidão ao professor de 73 anos que se aposentou em dezembro, após 41 anos de carreira dedicada à Biomedicina e à docência. 

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