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Agronomia da UNINGÁ realiza colheita de algodão “à moda antiga” nesta segunda (10/7)

O Paraná se projetou como líder nacional ao plantar 709 mil hectares na safra 1991/1992. A partir dali, os produtores reduziram a área plantada até a cultura praticamente desaparecer do cenário agrícola paranaense.

07 de julho de 2017
Nesta segunda-feira, (10), às 15h, o Curso de Agronomia da UNINGÁ vai proporcionar uma experiência única aos estudantes. Durante aula prática da disciplina de “Culturas Agrícolas 1”, eles terão a oportunidade de colher algodão, manualmente, como faziam os avós até o início da década de 1990, quando o Paraná liderava a produção no Brasil.

Segundo o coordenador do curso, professor Sergio Ricardo Sirotti, a colheita é o resultado do plantio realizado em dezembro de 2016, de três  variedades desenvolvidas pelo Instituto Matrogrossense de Algodão. A lavoura ocupa cerca de 3 mil m2 de área do Núcleo Experimental, anexo ao campus da Uningá, na avenida Morangueira.

Segundo Sirotti, uma série de fatores desestimulou o cultivo da lavoura no Paraná. Entre elas, o excesso de chuva no período de colheita, o bicudo-do-algodão e outras pragas, além da dificuldade de mão de obra. O algodão colhido na estação da Agronomia será doado a entidades para fabricação de almofadas.

No Estado, a cultura do algodão começou pelo município de Sengés. Em 1931, ainda no chamado “Norte Pioneiro”, os imigrantes japoneses iniciaram o plantio de algodão, que contribuiu para a formação dos municípios de Assaí e Uraí, que tinham a cotonicultura como base da economia. Atualmente, o Mato Grosso lidera a produção nacional de algodão e a colheita é mecanizada

Em visita à estação de algodão, o chefe Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), Romoaldo Facin, calculou que a produtividade nessa lavoura vai variar entre 450 e 500 arrobas, por alqueire. Segundo ele, “ótima produtividade”.  Facin, que também foi produtor na década de 1990, destacou a dificuldade em conciliar as exigências do sindicato dos trabalhadores rurais à realidade dos pequenos agricultores, também como fator de peso para o fim da cultura no Paraná.

O Núcleo Experimental do Curso de Agronomia conta com aproximadamente 14 hectares de área e se destaca pela variedade de cultivares e um sistema moderno de irrigação por aspersão, microaspersão e gotejamento. Entre elas, cana-de-açúcar, café, milho, trigo, aveia, frutíferas como amora, laranja, banana e coco, flores, hortaliças e outras. 

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