< Voltar

Pedagogia estratégica da UNINGÁ promove inclusão de acadêmicos com deficiência

19 de julho de 2017

Há sete anos a UNINGÁ implantou o Núcleo de Inclusão e Acessibilidade da UNINGÁ (NIA) para tornar o ambiente físico e pedagógico o mais acessível e humanizado possível aos alunos com deficiência, mobilidade reduzida ou espectro autista.

A coordenadora da graduação e pós-graduação do Curso de Fisioterapia, Dra. Emília Maria Carvalho Kepinski, uma entusiasta do NIA, destaca que o Núcleo desempenha um papel fundamental por promover a inclusão dos alunos com deficiência no ensino superior e contemplar necessidades específicas do ensino-aprendizagem.

A fisioterapeuta entende que as rampas, as portas de banheiro mais largas e os corrimões são o “feijão com arroz” da acessibilidade e o programa já institucionalizado na UNINGÁ contempla muito mais. “Por meio do NIA, nossos alunos têm acesso a estratégias pedagógicas que ajudam a melhorar o desempenho no dia a dia e acaba por motivá-los a concluir a formação”, afirma.

Atendimento personalizado

Segundo o pró-reitor de Ensino da UNINGÁ professor Ney Stival, embora a implantação de programas de inclusão seja uma exigência legal, o perfil do trabalho desenvolvido com os alunos da instituição é inovador.

Entre os 23 estudantes atendidos pelo NIA há estratégia de apoio personalizado para um estudante de Enfermagem com deficiência auditiva. Por ser a Língua Brasileira de Sinais (Libras), sua primeira língua, o aluno assiste às aulas com a ajuda de um intérprete. Para uma estudante cadeirante do Curso de Psicologia, o NIA disponibiliza tutor individual, calendário especial para as provas e mais tempo para realização das mesmas.

A maioria dos alunos atendidos pelo Núcleo, segundo Dra. Emília, sofre de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), problema que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. É um transtorno neurobiológico reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em alguns países como nos Estados Unidos, por exemplo, as pessoas com TDAH são protegidas pela lei para receber atendimento diferenciado na escola. “A inclusão vai muito além da acessibilidade na estrutura física. O que os alunos mais precisam é a questão pedagógica”, destaca a coordenadora e presidente do NIA. 

DESTAQUES VEJA TODOS