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Palestra da Medicina orientou os alunos a dar primeiros passos na carreira

28 de agosto de 2017

A empresa “Sou Médico, e Agora?” formada por profissionais de vários segmentos levou orientação sobre os primeiros passos do formado em Medicina para a Jornada Acadêmica UNINGÁ. O tema chamou a atenção dos alunos.

O criador e “diretor” da empresa, Radi Fattah, conta ter criado a “Sou Médico e Agora?” há cerca de três anos, depois de ver a esposa se formar em Medicina e encontrar inúmeras dificuldades burocráticas para o início da vida profissional. “Ela ficou totalmente perdida sem saber onde buscar orientação e surgiu a ideia de criar a empresa nesta área”, explica Fattah.

Ele destaca que a empresa não tem fins lucrativos e atende todas as instituições de ensino que convidam. O interesse de cada profissional é captar novos clientes. “Por isso reunimos os melhores em suas áreas de atuação no atendimento aos profissionais de Medicina”.

A “Sou Médico, e Agora?” é formada por oito profissionais das áreas de contabilidade, direito, assessoria médica, corretor de seguro em saúde, economista e desenvolvedor de programas entre outros. Além da orientação em palestras como a oferecida na Jornada Acadêmica, a empresa também presta assessoria a grupos de recém-formados.

Médico em início de carreira

Fattah lembra que muitas vezes o estudante vive fora de casa, com um rendimento baixo e quando se forma vê a renda aumentar em muitas vezes. “Aí acontece o que é normal em todas as profissões. A pessoa passa a investir em bens pessoais com valores elevados o que pode levá-la ar a contrair dívidas desnecessárias, com prejuízo já no início da carreira”.

O empresário também deu orientações quanto às opções de atuação no mercado de trabalho. A empresa mostra aos novos profissionais que nem sempre o salário é o mais importante. Muitas vezes, lembra o empresário, o médico novato vai trabalhar em um local com estrutura deficiente, sem alguém com mais experiência para orientar e acaba respondendo a um processo que pode custar o registro no Conselho Regional de Medicina.

A falta de experiência com a burocracia no início da carreira também pode acarretar problemas com multas tributárias. Fattah compara que, ao invés de pagar R$ 400 ao mês para um escritório de contabilidade cuidar das questões tributárias, um médico sem orientação pode arcar com uma multa de no mínimo R$ 55 mil apenas por problemas no Imposto Sobre Serviço (ISS).

A orientação no início de carreira é para não vai deixar que o profissional se perca. “A Medicina trata de vida, no mínimo de qualidade de vida da pessoa e um aborrecimento por questões burocráticas pode prejudicar o desempenho do profissional. Ou levar a um erro médico que custe a carreira, o que é ainda pior”. 

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