< Voltar

Hipomineralização de Molares e Incisivos em crianças despertou interesse dos estudantes de Odontologia

28 de agosto de 2017

Um dos temas que chamou a atenção dos estudantes de Odontologia na programação da XIII Jornada Acadêmica UNINGÁ foi a Hipomineralização de Molares e Incisivos (HMI). A odontopediatra Juliana Feltrin de Souza Caparroz, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), discorreu sobre a patologia e tirou dúvida dos estudantes.

A HMI desperta o interesse dos acadêmicos especialmente por afetar crianças. Normalmente pelas condições do paciente ocorrem trauma no tratamento. Juliana explica que a Hipomineralização de Molares e Incisivos provoca o desgaste do esmalte dos dentes por uma série de fatores provocando sensibilidade e risco elevado de fraturas, cáries e perdas de dentes.

Devido às condições que a patologia provoca na dentição da criança, acaba por causar trauma na ingestão de alguns alimentos e no tratamento. “As crianças são mais sensíveis aos procedimentos odontológicos e quando apresentam HMI a situação é ainda mais complicada”, afirma a odontopediatra.

Medicamentos podem afetar a dentição

Ela lembra ainda que pelas condições do esmalte os portadores de HMI necessitam de um acompanhamento mais frequente e aconselha que a visita ao dentista pode ser até 10 vezes mais frequente do que uma criança sem a patologia. Esse é o modo de prevenir fraturas e perda dos dentes.

Existe ainda a questão estética, uma vez que os dentes afetados apresentam manchas. Segundo ela, a HMI tem causas genéticas mas podem surgir também em crianças submetidas a muitos tratamentos médicos com a ingestão de medicamentos fortes nos primeiros anos de vida. “Como não existe uma forma de diagnostico precoce ao HMI a prevenção vem com a identificação do problema, mas é possível reduzir os riscos de forma significativa com a orientação e os cuidados corretos”.

A patologia chama a atenção também pela incidência. Avaliações realizadas em alguns municípios apontam até 19% de casos entre crianças na idade de risco. Em Curitiba, de acordo com doutora Juliana, a incidência chega a 14% o que pode ser considerado um índice elevado.

Existe dificuldade também no tratamento nos casos de HMI. O esmalte dos dentes apresenta zonas de descoloração de várias tonalidades, dependendo do grau de severidade. Esses molares apresentam elevado risco de fratura e sensibilidade ao quente e ao frio, além de frequentemente ser difícil de anestesiar.

Pelo diferencial das características de outras patologias odontológicas, tem chamado a atenção também dos profissionais. “O acadêmico com interesse em atuar na odontopediatria deve estar atualizado em relação ao problema e preparado para atuar no tratamento de pacientes com HMI”, aconselhou doutora Juliana. 

DESTAQUES VEJA TODOS