< Voltar

I Ciclo Arq + Urb da UNINGÁ encerra programação premiando projetos da Charrete

13 de outubro de 2017

Os três melhores projetos apresentados na noite de quarta-feira (11) na Charrete que encerrou o I Ciclo Arq + Urb da UNINGÁ receberam premiação e menção honrosa. “Este ano os trabalhos surpreenderam pela criatividade e aproveitamento das dicas apresentadas durante o ciclo na produção dos trabalhos”, afirma a professora Alessandra Izelli, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNINGÁ.

O tema proposto pela comissão organizadora do Ciclo foi a revitalização urbana e arquitetônica do trecho da avenida Pedro Taques entre as praças Farroupilha e São Vicente, no Jardim Alvorada, em Maringá. Durante as sete palestras do evento os acadêmicos receberam orientações sobre intervenção urbana.

Cinco equipes com 28 membros cada participam da maratona de projetos. Durante a Charrete os alunos foram orientados por docentes do curso de Arquitetura e Urbanismo e quatro professores julgaram os melhores projetos.

A Charrete é uma tradicional maratona de produção de projetos em arquitetura, onde os acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo passam 24 horas reunidos para a criação em cima de um tema. A professora Alessandra Izelli afirma que a competição é muito importante na formação dos alunos pois além de receberem dicas importantes de profissionais com ampla visão acadêmica e de mercado, os grupos são formados por alunos de todos os anos, o que amplia a troca de experiências.

Segundo o professor Marcio Lorin, que acompanhou a produção dos projetos, as cinco equipes atingiram o objetivo principal, que era o de trazer para a pauta a problemática da cidade. “Todas, independente da classificação, se envolveram e debateram o tema e visualizaram a complexidade que está posta ao arquiteto. Os estudantes antederam que a cidade precisa ser “devolvida” ao convívio e sua dimensão pública resgatada”.

Segundo Lorin, a equipe 1 embora tenha atacado de forma imediata a recuperação da via como espaço democrático, vivo e pulsante e ter atentado para a necessidade de redistribuição do espaço entre os diferentes modais, não trouxe para a formulação das soluções a escala da cidade. Faltou no trabalho a certeza subsidiada pela análise macro e por fim, os impactos que a proposta causaria no tecido remanescente.

Para o projeto da equipe 2 a análise se torna mais ampliada porém, ainda não apareceu a dimensão da mobilidade pois, tratou-se de uma importante artéria. “No que concerne a escala de tratamento a equipe percorreu todas, da cidade ao mobiliário urbano. O discurso da proposta põe em perspectiva o conjunto da problemática, embora não o desenvolva de maneira satisfatória”, afirmou.

Na equipe 3 , se acordo com Lorin, notou-se que a preocupação com o compartilhamento da via pelos diferentes modais, foi uma marca da proposta, no entanto, faltou folego. “A submissão à ideia de rua para o automóvel ainda permeia o universo semântico da proposta”.

Na visão do professor a equipe 4 apresentou uma análise macro, uma diversificação dos usos. No projeto também aparece o percurso que uma intervenção desta natureza de fazer, da mobilidade ao mobiliário, a rotatividade do uso dos estacionamentos e a apropriação da rua pela população foram os pontos fortes deste trabalho.

A equipe 5 também tratou do problema numa escala apropriada, o binário aparece como solução para o trafego porém não houve analise do impacto nas vias locais. “O tratamento na praça Farroupilha se mostrou completo, pois o projeto valeu-se de um tratamento topológico, superfícies se desdobram para criar os diferentes níveis e usos. Porém o mesmo não acontece com a segunda praça”.

DESTAQUES VEJA TODOS