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Acadêmicos da Arquitetura da UNINGÁ constroem maquete de taipa

14 de novembro de 2017

Acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo da UNINGÁ montaram no último sábado (11) uma maquete de taipa de mão, sistema construtivo muito utilizado durante a colonização do Brasil. A atividade reuniu alunos do 4º ano como projeto de extensão e faz parte do PIESC que tem como tema a autoconstrução e a apresentação de técnicas construtivas em terra crua.

O conteúdo é desenvolvido na disciplina de Técnicas Retrospectivas. A montagem da maquete foi a parte prática dos conteúdos apresentados durante o ano na disciplina, o que permitiu aos acadêmicos conhecerem os materiais e a técnica utilizada nesse tipo de obra.

O trabalho segundo a professora Vanessa Jones de Melo começa com a extração da argila, a mistura do material, a produção da estrutura de madeira e aplicação da massa. A montagem da maquete permitiu o contato dos alunos com o material empregado neste tipo de obra e cada etapa da construção, além de conhecer as vantagens e possibilidades do emprego das técnicas construtivas coloniais na autoconstrução.

A técnica utilizada na montagem da maquete de taipa de mão que emprega terra como matéria-prima já foi muito utilizada na arquitetura colonial brasileira e ainda é encontrada em algumas regiões.

No período colonial brasileiro as obras utilizavam terra crua e madeira, por vezes, pedra em suas fundações, por influência da colonização portuguesa e pela abundância do material. No início do século XIX, inicia-se no Brasil declínio desses sistemas construtivos.

Esses materiais voltaram a ser utilizados em meados da década de 1960 em busca da sustentabilidade. As construções muitas vezes acompanhadas por arquitetos, engenheiros ou mestres de obras experientes utilizavam a terra crua.

O termo “construções em terra” abrange diversas técnicas milenares e contemporâneas como: taipa de mão, taipa de pilão, tijolo de adobe, blocos de terra comprimidos (BTC) e super-adobe. Estados Unidos e Austrália são os países que possuem o maior número de escritórios e construtoras que trabalham com terra crua.

O trabalho com os acadêmicos mostra a importância da tecnologia, que nos países industrializados é vista como uma alternativa de construções de habitações de baixo custo. Nestes países também são desenvolvidas pesquisas buscando alternativas para melhorar a aplicação dessa técnica construtiva.

Participaram da montagem da maquete de taipa de mão os acadêmicos Luiz Felipe Bathke Alves, Kati Camila Luisa dos Santos, Ana Paula Camacho Gines, Thaina Huliane de Oliveira, Jéssica Lôbo Ferreira Maravilha, Danielly Duarte Rocha e Everton Henrique Alves com coordenação das professoras Vanessa Jones de Melo e Alessandra Izelli Martins, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNINGÁ. 

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