< Voltar

UNINGÁ promove ciclo de Formação Continuada na próxima semana

08 de dezembro de 2017

Professores e funcionários da UNINGÁ participam na próxima semana, nos dias 11,12 e 14 de mais um ciclo do Programa de Formação Continuada da instituição. Coordenado pela professora doutora Arceloni Volpato, assessora de Pesquisa e Inovação da UNINGÁ, o programa visa ampliar a qualificação profissional da equipe.

A professora Arceloni Volpato destaca a importância da Formação Continuada:

Complexo e plural, nosso mundo está em constante processo de mudança. É necessário então que o docente esteja em constante processo de formação, buscando a manutenção de sua qualificação. A formação continuada poderá melhorar sua prática docente, instigando-o inclusive a melhorar o seu conhecimento profissional e a sua vida pessoal.

A trajetória profissional do educador só terá sentido se relacionada a sua vida pessoal, individual e na interação com o coletivo. O professor deve formar-se com a capacidade de refletir sobre sua prática educacional, sobre sua docência, já que, é através do processo reflexo que irá se tornar um profissional capaz de construir sua identidade profissional docente.

Assim, ele será capaz de se adaptar as diversas e rápidas mudanças no campo educacional, conhecer as teorias de aprendizagem, entender os nuances da comunicação, enfrentando as dificuldades encontradas a realidade da sala de aula, inserido no mundo de mudanças rápidas.

A prática e o ato de reflexão dessa prática exercida no espaço da sala de aula contribuem para o surgimento de uma ressignificação do conceito de professor, de aluno, de aula e de aprendizagem. O professor deve assumir o papel de facilitador e mediador do conhecimento, um participante ativo da aprendizagem dos alunos, proporcionando uma aprendizagem em que o aluno seja sujeito do processo de ensino e de aprendizagem.

Dessa forma será possível perceber a importância do professor na sua própria formação e na formação dos educandos. Agindo como mediador, o docente está dando a oportunidade aos alunos a terem autonomia na construção do seu próprio conhecimento como forma de compreender a realidade social em que vivem.

Dentro do processo de formação é preciso que o professor tenha também consciência do seu papel social, preparando para todos os nuances a vida, inclusive o trabalho, para que possa ajudar o aluno a compreender a sociedade em que está inserido e a complexidade do conhecimento que se pretende adquirir, tendo como meta principal uma aprendizagem voltada para resolver os problemas que a vida nesta sociedade irá apresentá-lo, dando uma visão crítico-reflexiva das coisas que se apresentarão ao longo da vida. Com isso ele terá a possibilidade de compreender e interpretar os problemas que emergem no cotidiano.

O trabalho em sala deve ser um espaço de transformação e não de mera reprodução e deve fomentar nos seus alunos a aprendizagem de conhecimento através de uma reflexão crítica. Com isso, estará se beneficiando com os resultados obtidos para solucionar seus problemas e alcançar seus objetivos. A ideia do professor reflexivo, sintonizado com as mudanças e alterações velozes proporciona uma ação educativa, cujo objetivo é romper com as visões simplistas de tratar o conhecimento como mero repasse, impulsionando seus alunos a atos críticos.

A prática educativa é percebida como um traço cultural, compartilhado, que estabelece uma relação com o outro, ou outros, no âmbito da sociedade. É através de um processo formativo capaz de mobilizar os saberes da teoria da educação que os docentes compreenderão e desenvolverão as competências e habilidades necessárias para a investigação da sua própria atividade e de seus alunos.

A universidade onde atuam estes professores deve ser antropófaga, parodiando Mario de Andrade, no sentido de ela própria também apoiar e desenvolver, aperfeiçoando a ação docente dos seus docentes, formando-os professores!

DESTAQUES VEJA TODOS