Café IPR-107 é Cultivado por Alunos de Agronomia no Núcleo de Agronomia Experimental – NAE.

O café é um dos principais produtos agrícolas na pauta das exportações brasileiras. A produção de café, atualmente passa por várias etapas antes de chegar aos consumidores. Neste post será possível compreender como é cultivado IPR 107, variedade de café disponível no Núcleo de Agronomia Experimental - NAE.

25/03/2022 16h
Plantio do Café

O café da variedade IPR 107 plantado Núcleo de Agronomia Experimental – NAE em 2016, foi escolhido pois as combinações de características dessa variedade são ideais para a nossa região, resistente às raças de patógenos como ferrugem presentes no Estado do Paraná em 2010. Apresentam frutos avermelhados, com formato oblongo semelhante ao das cultivares Mundo Novo e maior quando comparadas ao IPR59. Sua arquitetura é compacta, com seu porte médio e diâmetro de copa semelhante às cultivares do Catuaí.

A escolha da área se deu por vários motivos, dentre os quais destacamos:
– menor incidência de ventos fortes;
– área livre do excesso de umidade pois podem provocar sérios danos na presença de patógenos;
– facilidade na condução da cultura de forma mecanizada;
– agilidade na aplicação de calagem com base nas análises de solo;
– melhor manutenção da presença de matéria orgânica em níveis considerados ideais para a cultura; realização da prática de podas de rejuvenescimento;
– tipo esqueletamento e recepa, além das podas periódicas;
– facilidade na aplicação do manejo integrado de pragas (MIP) e patógenos (MID);
– clima ser favorável ao desenvolvimento produtivo;
– área de solo argiloso, de boa drenagem para o desenvolvimento radicular entre outros aspectos, para a realização de práticas que facilitem aos nossos acadêmicos durante as aulas no NAE/UNINGÁ.

No ano de 2016 foram realizadas várias operações para o preparo da área destinada ao cultivo da cultura do café, as quais, envolveram a coleta de solo para posterior realização de análises de macro e micronutrientes (completa), subsolagem, grade rome, calagem, grade niveladora a fim de incorporar o calcário, melhorar a aeração do solo e com objetivo no melhor desenvolvimento do sistema radicular e por fim, após 90 dias foram preparadas as covas para plantio das mudas adquiridas de viveiro idôneo na região da AMUSEP.

As covas para o plantio do café, foram preparadas manualmente e por não se tratar de grandes quantidades na área, e ainda, para que os acadêmicos pudessem participar das atividades práticas, no local foram utilizadas as dimensões de 40cm largura x 40cm comprimento x 40cm profundidade, tomando-se o cuidado em separar a parte de solo mais fértil retirada para misturar com adubo no momento do plantio das mudas.

Para escolher as mudas e realizar a iniciar o processo de plantação foram utilizados critérios técnicos, tais como investimento em mudas de alta qualidade genética e sanitária, pois o sucesso da atividade se inicia na escolha de uma boa e adequada muda. Com relação ao plantio, foi realizado nas horas mais frescas do dia, observando:
– mudas contendo de 3 a 5 pares de folhas;
– formação da área foliar bem formada, pois com este porte irá resultar na redução de problemas pós-plantio tais como a sensibilidade a seca, e prejuízos provocados pelos fortes ventos que podem resultar na formação de tumores e tombamento das mudas, o que exigirá no estaqueamento individual, elevando os custos de produção;
– ausência de insetos pragas e patógenos tanto na parte aérea como no sistema radicular;
– ausência de deficiências minerais;
– mudas aclimatadas a pleno sol por pelo menos 20 dias;
– materiais originados de sementes certificadas oriundas de produtores registrados nas entidades fiscalizadoras;
– sistema radicular bem formado com raiz principal reta sem enovelamento e as demais radicelas bem distribuídas ao longo do substrato;
– parte aérea da muda com desenvolvimento vegetativo proporcional ao sistema radicular e especialmente sem a presença de plantas daninhas.

Florada do Café
O período de florada da cultura do café é de extrema exuberância e neste momento ocorrem vários processos que acontecem na planta e juntamente com as condições ambientais. Nas axilas foliares dos ramos plagiotrópicos, existem as gemas seriadas vegetativas que, com o estímulo ambiental adequado, são evocadas a se tornarem reprodutivas. Normalmente em anos considerados normais, o início de todo o processo dá-se no mês setembro a novembro, porém eventualmente ou em alguns materiais podem ocorrer a partir de janeiro e, quando maduras, as gemas reprodutivas entram em dormência, permanecendo nesse estado até que as primeiras precipitações (chuvas) cheguem. As etapas observadas, são: gema dormente, gema entumecida, abotoado, florada, pós-florada e chumbinho.

Colheita do Café
Ao cultivar o IPR107 por pertencer ao grupo de maturação semiprecoce  a colheita do café deve acontecer a 2ª quinzena de abril para as regiões mais quentes (isoterma – 21°C a 23°C)  quando os frutos atingem seu estado de maturação fisiológico (cereja).
A principal evidência da maturação é a mudança da cor da casca. No café, ela transita do verde para vermelho ou amarelo, de acordo com cada variedade. Resultado da intensificação das atividades respiratórias, produção do etileno e, na sequência, a degradação da clorofila e síntese de pigmentos, como carotenoides e antocianinas.

Ao iniciar a colheita dos grãos, os mesmos serão colocados em sacaria apropriada ou recipientes (ex.: lonas) para que ocorra o transporte nos locais de pós-colheita. Após este procedimento os grãos devem ser levados para a estrutura de beneficiamento pós-colheita no menor tempo possível. A etapa da colheita e pós-colheita representam os maiores custos de produção da lavoura cafeeira. A secagem do café poderá variar entre 8 a 30 dias, dependendo do terreiro e condições climáticas.

Todo o processo do cultivo do café IPR-107 presente no Núcleo de Agronomia Experimental – NAE é monitorado por alunos e professores do curso de Agronomia da UNINGÁ.

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